Naquela casa pequena em que eu morava, não tinha lugar para guardar os brinquedos que tanto amava. No canto uma bicicleta velha que tinha ganhado, com os pneus murchos, sem freio, sem cor. Mas havia nela uma coisa de valor...as rodinhas que me ajudaram a andar.
Meu vizinho tinha uma filha que era minha melhor amiga (ainda é até hoje). Ela queria andar de bicicleta, mas a minha não estava em boas condições. Seu pai vendo aquilo resolveu reformar-la, depois disso não paramos mais de andar. Todas as tardes nossos pais nos levavam para brincar.
Certo dia de frio fui me aquecer pedalando. Apostei corrida com minhas colegas, a frente haviam dois carros, tentei subir na calçada e não consegui. Bati meus rosto na lixeira, rasguei o nariz, saiu muito sangue. Desde então já não tenho mais a mesma coragem de correr de bike.

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